terça-feira, 16 de novembro de 2010

Convite Patético

Uma competição tradicional que reúne todas as seleções da América do Sul em torno de um único objetivo, conquistar a Copa América. Campeões do mundo como Brasil, Argentina e Uruguai se somam a boas equipes como Chile, Paraguai, Equador e Japão. Japão? Mas o que faz uma seleção asiática em um torneio sulamericano?

A tempos a Copa América deixou de ser um torneio atrativo. Tanto que constantemente os favoritíssimos Brasil e Argentina deixam de levar suas equipes principais para o campeonato que torna-se cada vez mais enfadonho.

Sabedores de que o nível técnico do torneio cai a cada edição os “Gênios” da Confederação Sulamericana de Futebol (Conmebol) se reuniram e tomaram uma decisão, acrescentar um convidado que mudasse a cara do torneio. Vale lembrar que 2011 não será a primeira edição em que teremos um participante de fora do continente. Em 1996 o mesmo convidado ilustre também deu as caras.

Difícil entender o que se passa na cabeça dos dirigentes sulamericanos para protagonizarem tantas pataquadas na organização de suas competições. Não bastasse a sempre contestável participação dos mexicanos na Taça Libertadores da América e a inexplicável participação do Japão na Copa América de 96, os experts da Conmebol resolvem nos brindar novamente com o mesmo erro.

Existe um velho e sábio dito popular que diz: “Errar é humano. Persistir no erro é burrice”. No caso da trupe comandado pelo ultrapassado presidente Nicolas Leoz, errar é humano. Persistir no erro é Japão na Copa América.

Com tamanha inteligência na arte de organizar competições não fica difícil entender de onde a CBF aprendeu a organizar o calendário do futebol brasileiro. Nicolas Leoz e Ricardo Teixeira devem ter estudados juntos.

Diante de tanta desorganização fica impossível não olhar para o céu e gritar “Deus salve a América”.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Jason, o retorno

Como no consagrado filme Sexta-feira 13, em que o personagem principal, o vilão Jason, sempre aparenta estar morto, o São Paulo volta a dar sinais de ressurgimento.

Esta certo que dessa vez a arrancada que o tricolor ensaia não será suficiente para leva-lo a mais um titulo brasileiro. A distancia de 10 pontos que o separa do líder Fluminense faltando apenas 6 rodadas para o fim do campeonato tornam o sonho uma utopia.

Mas em meio a tanta instabilidade e perde e ganha nesse Brasileirão maluco em que vivemos é bem possível imaginar que o São Paulo tenha força suficiente para no dia 5 de dezembro comemorar uma classificação a Libertadores, o que a algumas rodadas atrás era inimaginável para um time que se mostrava totalmente desorientado dentro de campo.

A chegada do técnico Paulo Cesar Carpegiani foi o estopim para a ascensão tricolor. O time de defesa desarrumada e ataque pobre em criatividade ficou para trás. A surpreendente mentalidade ofensiva que o novo treinador implementou, por vezes escalando até quatro atacantes desde o inicio, devolveu ao São Paulo o respeito dos adversários.

Atualmente na sétima colocação com 47 pontos ganhos, o tricolor está a 4 pontos do quarto colocado Botafogo que tem 51. A curta distancia para o G-4 e o bom momento vivido são os grandes trunfos para que o time alcance o objetivo almejado.

Na próxima rodada o São Paulo vai as Minas Gerais encarar o vice-lider Cruzeiro. O jogo será uma verdadeira prova de fogo para o time, que se vencer, encosta de vez na briga pela Libertadores e ganha ainda mais confiança para a reta final.

Colocar em xeque a histórica força do São Paulo em momentos decisivos de torneios por pontos corridos é uma temeridade. Qualquer um que entenda minimamente de futebol sabe que quando a arrancada tricolor se inicia, termina com pelo menos um prêmio de consolação, que no caso seria a vaga para a Libertadores.

Mesmo com tantos ressurgimentos em seu currículo, será que alguém ainda consegue duvidar da força do Jason brasileiro? Voltem para suas tocas, o velho monstro parece estar de volta.