Era uma bela noite de luar na cidade mineira de Sete Lagoas. Noite de Quarta-feira é noite de bola rolando, noite de dribles, gols e...erros de arbitragem. Mais uma vez os nossos homens do apito nos brindaram com um dos seus clássicos momentos de lambança.
O jogo era entre clubes brasileiros mas a competição era internacional, a Copa Sulamericana. Pois bem, nem mesmo quando os holofotes de toda América do Sul estão voltados para os juízes daqui eles conseguem se conter.
A partida era válida pela primeira perna das Quartas de finais do torneio continental. Frente a frente estavam Atlético Mineiro e Palmeiras. O palmeirense Lincoln domina uma bola pela meia esquerda e arranca em disparada para dentro da grande área atleticana sem qualquer resistência por parte da defesa adversária. Ao ingressar na área o meia é atingido por um carrinho desferido por um defensor, o árbitro carioca Marcelo de Lima Henrique não teve duvidas e apontou a marca da cal marcando pênalti.
Até ai tudo dentro dos conformes já que a infração foi acintosa mas nossos mágicos do apito, como sempre, estão prontos a nos surpreender tirando mais um coelho de suas cartolas encantadas.
O mister M em questão foi o auxiliar carioca Eric Bandeira. Nome bem sugestivo para um homem que deveria usar a bandeira para assinalar infrações e não apenas como um mero enfeite.
Segundos após a marcação da penalidade o assistente chamou o árbitro principal para um breve bate papo. Após algum tempo o juiz carioca surpreende a todos voltando atrás, anulando o pênalti e marcando impedimento do ataque palmeirense.
Vem o tira teima e...Bingo!!! Mais um ponto para arbitragem, Lincoln realmente estava impedido quando recebeu o passe e como diz a regra, vale a primeira infração. A decisão da arbitragem era digna de elogios. Pela primeira vez um trio deixou de lado seu ar prepotente de dono da verdade e admitiu um erro.
Mas o que parecia uma sequência histórica de acertos na verdade não passava de uma gigantesca lambança. O jogador palmeirense realmente estava impedido mas se o auxiliar Eric Bandeira percebeu isso no momento do ocorrido, porque não ergueu seu instrumento de trabalho assinalando a infração?
O que teria ocorrido para que o assistente tivesse mudado de idéia quanto a posição do jogador somente após a marcação de um pênalti contra o time da casa? Para mim está claro, só pode ter havido interferência externa na decisão do bandeirinha ou ele simplesmente teve uma câimbra no braço. Até quando o torcedor brasileiro será obrigado a conviver com tantas pataquadas?
Enquanto a Comissão Nacional de Arbitragem não preparar os árbitros como se deve, dando a eles estrutura e cursos preparatórios erros primários como esse continuarão acontecendo. Colocando em cheque a idoneidade dos homens do apito.
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
O sonho acabou
Era dia de celebração no templo sagrado da bola. O Deus maior completava mais uma primavera de glorias e sonhos distribuídos como presentes por todo o mundo. A festa estava armada. O anfitrião recebia o tímido convidado com queijos, vinhos e muita alegria. Afinal, não havia visitante mais adequado para tal data.
As portas do salão fantástico se abriram para o desfile dos craques abençoados pelo líder supremo. O velho Rei já não peleia mais, mas seus súditos fiéis faziam permanecer viva a utopia da conquista.
O convidado perdido, desnorteado parecia estar embriagado pela ofensiva furiosa de homens prontos a caminhar rumo ao final feliz. Ao final do primeiro cortejo o esperado acontecia, a alegria tomava conta da festa e o sonho seguira vivo. Porém o rei e seus súditos não esperavam pelo penetra mais indesejado, o imponderável.
Como um bicão bom de lábia o Grêmio Prudente chegou como quem não quer nada e jogou água no chop de Pelé e da rapaziada do Santos. Se tivesse vencido o virtual rebaixado o Peixe estaria a 3 pontos líder Fluminense, mais do que nunca na briga direta pelo titulo.
O primeiro tempo terminou 2 a 0, a lição de casa estava feita e no intervalo o Santos já pensava no jogo do próximo final de semana contra o Internacional em Porto Alegre. O erro fatal, esqueceram de avisar o adversário.
O prudente estava morto mas não havia sido enterrado. Foram 16 minutos de um branco inexplicável que permitiram ao zumbi ressuscitar e virar a partida. Uma vergonha sem precedentes para um time que entrou em campo buscando a tríplice coroa e que se vencesse o saco de pancadas do campeonato se consolidaria de vez como um dos favoritos.
Mas como desgraça pouca é bobagem, a noite vexatória não parou por ai. Após a virada o Grêmio Prudente que com 11 em campo já é um time digno de pena, teve dois zagueiros expulsos e um pênalti assinalado contra si. Pintava assim a chance de amenizar um pouco a tragédia que se anunciava. Neymar na bola e...pênalti perdido!!!!
Foi a sexta penalidade perdida pelo craque da Vila. Um atleta que perde 37% dos pênaltis que bate deveria ter a auto-critica de saber que não esta apto a realizar as cobranças. Neymar tem de entender que reconhecer suas fraquezas é o principal passo para se alcançar a imortalidade.
As portas do salão fantástico se abriram para o desfile dos craques abençoados pelo líder supremo. O velho Rei já não peleia mais, mas seus súditos fiéis faziam permanecer viva a utopia da conquista.
O convidado perdido, desnorteado parecia estar embriagado pela ofensiva furiosa de homens prontos a caminhar rumo ao final feliz. Ao final do primeiro cortejo o esperado acontecia, a alegria tomava conta da festa e o sonho seguira vivo. Porém o rei e seus súditos não esperavam pelo penetra mais indesejado, o imponderável.
Como um bicão bom de lábia o Grêmio Prudente chegou como quem não quer nada e jogou água no chop de Pelé e da rapaziada do Santos. Se tivesse vencido o virtual rebaixado o Peixe estaria a 3 pontos líder Fluminense, mais do que nunca na briga direta pelo titulo.
O primeiro tempo terminou 2 a 0, a lição de casa estava feita e no intervalo o Santos já pensava no jogo do próximo final de semana contra o Internacional em Porto Alegre. O erro fatal, esqueceram de avisar o adversário.
O prudente estava morto mas não havia sido enterrado. Foram 16 minutos de um branco inexplicável que permitiram ao zumbi ressuscitar e virar a partida. Uma vergonha sem precedentes para um time que entrou em campo buscando a tríplice coroa e que se vencesse o saco de pancadas do campeonato se consolidaria de vez como um dos favoritos.
Mas como desgraça pouca é bobagem, a noite vexatória não parou por ai. Após a virada o Grêmio Prudente que com 11 em campo já é um time digno de pena, teve dois zagueiros expulsos e um pênalti assinalado contra si. Pintava assim a chance de amenizar um pouco a tragédia que se anunciava. Neymar na bola e...pênalti perdido!!!!
Foi a sexta penalidade perdida pelo craque da Vila. Um atleta que perde 37% dos pênaltis que bate deveria ter a auto-critica de saber que não esta apto a realizar as cobranças. Neymar tem de entender que reconhecer suas fraquezas é o principal passo para se alcançar a imortalidade.
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Duelo de Titãs
Uma verdadeira batalha entre dois gigantes do futebol mundial abrilhantou o mundo da bola. O jogo entre Real Madri e Milan colocou frente a frente duas equipes recheadas de craques da mais alta grandeza.
O que se viu no gramado do estádio Santiago Bernabeu foi um desfile das maiores grifes do futebol mundial. Juntos os dois times reúnem 17 títulos europeus e possuem elencos caríssimos.
Do lado do Real, o dono da casa, campeões do mundo como Casillas e Xabi Alonso, jogando ao lado de craques como Di Maria, Ozil e Cristiano Ronaldo. Já o Milan foi a campo comandado pelo trio fantasia Pato, Ronaldinho Gaucho e Ibrahimovic, além de Robinho, no banco de reservas.
A única coisa a se esperar de uma partida como essa é um jogo de se tirar o fôlego e em partes foi o que ocorreu. Digo em partes porque todo o encanto esperado para o embate foi oferecido apenas por uma das partes.
Em noite inspirada o Real Madri teve em Ozil e Cristiano Ronaldo os condutores de um time que na história recente sempre contou com grandes nomes mas nunca mostrou o equilíbrio necessário para triunfar.
Dessa vez com o experiente José Mourinho no comando técnico o time tem mostrado jogo após jogo que esta mais organizado em campo do que em outros tempos. Tudo isso sem perder o ímpeto pelo ataque que sempre caracterizou a gloriosa história merengue.
O que era para ser um duelo de Titãs transformou-se num Davi contra Golias, onde o gigante Real Madri simplesmente massacrou o Milan, os 2x0 foram pouco. Com a bola rolando restou aos craques do time italiano observar o desfile de elegância e engolir o chocolate que levaram dos espanhóis.
Com tamanha eficiência tática e brilho individual apresentados até agora, será difícil não ver o Real Madri finalmente superar seu trauma recente de não passar da fase oitavas de final da Liga dos Campeões da Europa.
Já o Milan mostrou que se quiser ir longe na competição terá que melhor muito do ponto de vista tático para honrar suas tradições na Liga. Caso contrário, fará feio novamente.
O que se viu no gramado do estádio Santiago Bernabeu foi um desfile das maiores grifes do futebol mundial. Juntos os dois times reúnem 17 títulos europeus e possuem elencos caríssimos.
Do lado do Real, o dono da casa, campeões do mundo como Casillas e Xabi Alonso, jogando ao lado de craques como Di Maria, Ozil e Cristiano Ronaldo. Já o Milan foi a campo comandado pelo trio fantasia Pato, Ronaldinho Gaucho e Ibrahimovic, além de Robinho, no banco de reservas.
A única coisa a se esperar de uma partida como essa é um jogo de se tirar o fôlego e em partes foi o que ocorreu. Digo em partes porque todo o encanto esperado para o embate foi oferecido apenas por uma das partes.
Em noite inspirada o Real Madri teve em Ozil e Cristiano Ronaldo os condutores de um time que na história recente sempre contou com grandes nomes mas nunca mostrou o equilíbrio necessário para triunfar.
Dessa vez com o experiente José Mourinho no comando técnico o time tem mostrado jogo após jogo que esta mais organizado em campo do que em outros tempos. Tudo isso sem perder o ímpeto pelo ataque que sempre caracterizou a gloriosa história merengue.
O que era para ser um duelo de Titãs transformou-se num Davi contra Golias, onde o gigante Real Madri simplesmente massacrou o Milan, os 2x0 foram pouco. Com a bola rolando restou aos craques do time italiano observar o desfile de elegância e engolir o chocolate que levaram dos espanhóis.
Com tamanha eficiência tática e brilho individual apresentados até agora, será difícil não ver o Real Madri finalmente superar seu trauma recente de não passar da fase oitavas de final da Liga dos Campeões da Europa.
Já o Milan mostrou que se quiser ir longe na competição terá que melhor muito do ponto de vista tático para honrar suas tradições na Liga. Caso contrário, fará feio novamente.
sábado, 16 de outubro de 2010
Talento Adormecido
Há 8 anos o mundo presenciou o desabrochar de um fenômeno de raro talento. Magia e brilho eram partes constantes de um homem que reunia em si as esperanças de uma legião cansada de tanto sofrer.
Em seu primeiro ato aquele Deus nascido em uma terra que parecia infértil trouxe de volta a milhões de seguidores a chance de verem seus sonhos de conquistas realizados. Com o passar dos anos aquele jovem talento capaz de arrancar suspiros embasbacados de todos que admiram a bola foi amadurecendo mas para a surpresa de todos sua magia foi perdendo o encanto.
As passagens apagadas de Robinho por Real Madri e Manchester City são verdadeiras incógnitas. O que teria acontecido ao futebol do craque que como por um toque de mágica passou a ser um jogador comum?
O fato é que a Europa não fazia o jogador feliz. Para retomar o bom jogo que ficou perdido no tempo e no espaço Robinho voltou a seu reduto, a Vila Belmiro. A esperança de rever um craque feliz e rendendo tudo o que sabe estava renovada.
No Brasil ele reencontrou um pouco do brilho. Não era nem de longe aquele cara envolvente e impetuoso em seus dribles mas foi um jogador importante para a construção de um Santos que ganhou tudo.
Com dois títulos na bagagem o velho menino prodígio rumou à África do Sul onde era uma das poucas fontes de inspiração de uma seleção opaca. Mais uma vez não brilhou deixando clarividente que hoje ele não passa de um atacante comum.
O intrigante é que mesmo com um futebol tão contestável Robinho ganhou mais uma chance em um grande da Europa. O Milan talvez seja a ultima possibilidade de ele mostrar que aquele fenômeno que encheu os olhos no passado ainda pode ressurgir. O problema, Robinho tem jogado pouco e quando entra em campo vai mal.
Mesmo em má fase em seu clube o atacante segue sendo um dos principais lideres da Seleção Brasileira, onde tem cadeira cativa no time titular além de ser o capitão. Difícil entender o porque de um atleta que tem apresentado um futebol tão pobre siga tendo tanto status. Robinho parece ser mesmo um homem de sorte. Veremos até quando!
Em seu primeiro ato aquele Deus nascido em uma terra que parecia infértil trouxe de volta a milhões de seguidores a chance de verem seus sonhos de conquistas realizados. Com o passar dos anos aquele jovem talento capaz de arrancar suspiros embasbacados de todos que admiram a bola foi amadurecendo mas para a surpresa de todos sua magia foi perdendo o encanto.
As passagens apagadas de Robinho por Real Madri e Manchester City são verdadeiras incógnitas. O que teria acontecido ao futebol do craque que como por um toque de mágica passou a ser um jogador comum?
O fato é que a Europa não fazia o jogador feliz. Para retomar o bom jogo que ficou perdido no tempo e no espaço Robinho voltou a seu reduto, a Vila Belmiro. A esperança de rever um craque feliz e rendendo tudo o que sabe estava renovada.
No Brasil ele reencontrou um pouco do brilho. Não era nem de longe aquele cara envolvente e impetuoso em seus dribles mas foi um jogador importante para a construção de um Santos que ganhou tudo.
Com dois títulos na bagagem o velho menino prodígio rumou à África do Sul onde era uma das poucas fontes de inspiração de uma seleção opaca. Mais uma vez não brilhou deixando clarividente que hoje ele não passa de um atacante comum.
O intrigante é que mesmo com um futebol tão contestável Robinho ganhou mais uma chance em um grande da Europa. O Milan talvez seja a ultima possibilidade de ele mostrar que aquele fenômeno que encheu os olhos no passado ainda pode ressurgir. O problema, Robinho tem jogado pouco e quando entra em campo vai mal.
Mesmo em má fase em seu clube o atacante segue sendo um dos principais lideres da Seleção Brasileira, onde tem cadeira cativa no time titular além de ser o capitão. Difícil entender o porque de um atleta que tem apresentado um futebol tão pobre siga tendo tanto status. Robinho parece ser mesmo um homem de sorte. Veremos até quando!
terça-feira, 12 de outubro de 2010
O Reino das crises
Um reino centenário de guerreiros fiéis construído com o suor do povo e com a bravura de seus lendários soldados. Um império coberto de glórias e honrarias que despertam a inveja e cobiça em todos os povos. Um reino envolto por grandes crises onde a paz era efêmera e a guerra quase uma necessidade.
Em meio a derrocada épica, o filho pródigo ascendeu ao poder, trazendo com sigo o brado de esperança que faria com que a legião de guerreiros vivesse em paz eterna em busca da vitória utópica.
Anunciava-se ai uma nova era onde a organização era a palavra de ordem. Parecia que todos os problemas que impediam o velho reino de se tornar o império romano da bola haviam sido deixados para traz. Parecia!
O mandato de Andrés Sanchez à frente do Corinthians era digno de aplausos. A campanha espetacular na série B, os títulos do Paulista e da Copa do Brasil, as medidas de marketing que fizeram crescer absurdamente a receita, a contratação de Ronaldo, o respaldo ao trabalho do então técnico Mano Menezes, enfim, o Corinthians finalmente havia se tornado uma instituição séria.
O clube que sempre foi marcado por crises históricas, escândalos policiais, desordem, falta de estrutura tornara-se de vanguarda. Em dois anos e meio da administração de Sanchez a crise não deu as caras no Parque São Jorge. Nem mesmo a eliminação na Libertadores da América, obsessão corintiana, foi capaz de desestabilizar o time que era líder do Campeonato Brasileiro.
Os brilhantes resultados dentro e fora de campo alçaram o técnico Mano Menezes a seleção brasileira. A diretoria corintiana então agiu rápido contratando Adilson Batista. Com a chegada do novo técnico nada mudou. A nau corintiana seguiu navegando em águas calmas rumo ao tão sonhado titulo no ano de seu centenário.
As vitórias contra o então líder Fluminense e Santos fora de casa colocaram o Corinthians como líder absoluto, nada era capaz de derrubar o alvinegro, nada, exceto as contusões. A eterna ausência de Ronaldo, somadas as lesões de Dentinho, Jorge Henrique, Chicão, Ralf e as dores de Roberto Carlos escancararam a fragilidade do elenco corintiano.
Os resultados deixaram de ser positivos. Derrota para o Inter no Beira-Rio, Empate com o Ceará em plano Pacaembu e as derrotas para Atlético Mineiro e Atlético Goianiense, fizeram estourar a primeira crise no Corinthians em dois anos e meio.
O que se esperava do presidente Andrés Sanchez era a mesma tranqüilidade demonstrada após a eliminação na Libertadores, afinal, desespero e amadorismo não eram características do dirigente que mudou a cara do clube.
Eis que vem a surpresa, ao final da partida contra o Atlético Goainiense a direção acata o pedido de demissão do treinador, mostrando que no “novo” Corinthians a velha filosofia do resultado a todo custo ainda impera. Viva o Amadorismo! O Cruzeiro agradece.
Em meio a derrocada épica, o filho pródigo ascendeu ao poder, trazendo com sigo o brado de esperança que faria com que a legião de guerreiros vivesse em paz eterna em busca da vitória utópica.
Anunciava-se ai uma nova era onde a organização era a palavra de ordem. Parecia que todos os problemas que impediam o velho reino de se tornar o império romano da bola haviam sido deixados para traz. Parecia!
O mandato de Andrés Sanchez à frente do Corinthians era digno de aplausos. A campanha espetacular na série B, os títulos do Paulista e da Copa do Brasil, as medidas de marketing que fizeram crescer absurdamente a receita, a contratação de Ronaldo, o respaldo ao trabalho do então técnico Mano Menezes, enfim, o Corinthians finalmente havia se tornado uma instituição séria.
O clube que sempre foi marcado por crises históricas, escândalos policiais, desordem, falta de estrutura tornara-se de vanguarda. Em dois anos e meio da administração de Sanchez a crise não deu as caras no Parque São Jorge. Nem mesmo a eliminação na Libertadores da América, obsessão corintiana, foi capaz de desestabilizar o time que era líder do Campeonato Brasileiro.
Os brilhantes resultados dentro e fora de campo alçaram o técnico Mano Menezes a seleção brasileira. A diretoria corintiana então agiu rápido contratando Adilson Batista. Com a chegada do novo técnico nada mudou. A nau corintiana seguiu navegando em águas calmas rumo ao tão sonhado titulo no ano de seu centenário.
As vitórias contra o então líder Fluminense e Santos fora de casa colocaram o Corinthians como líder absoluto, nada era capaz de derrubar o alvinegro, nada, exceto as contusões. A eterna ausência de Ronaldo, somadas as lesões de Dentinho, Jorge Henrique, Chicão, Ralf e as dores de Roberto Carlos escancararam a fragilidade do elenco corintiano.
Os resultados deixaram de ser positivos. Derrota para o Inter no Beira-Rio, Empate com o Ceará em plano Pacaembu e as derrotas para Atlético Mineiro e Atlético Goianiense, fizeram estourar a primeira crise no Corinthians em dois anos e meio.
O que se esperava do presidente Andrés Sanchez era a mesma tranqüilidade demonstrada após a eliminação na Libertadores, afinal, desespero e amadorismo não eram características do dirigente que mudou a cara do clube.
Eis que vem a surpresa, ao final da partida contra o Atlético Goainiense a direção acata o pedido de demissão do treinador, mostrando que no “novo” Corinthians a velha filosofia do resultado a todo custo ainda impera. Viva o Amadorismo! O Cruzeiro agradece.
sábado, 9 de outubro de 2010
Circo Efêmero
O mágico cheio de truques surreais, o domador de leões capaz de acalmar uma fera temível, o motoqueiro que se põe em risco no globo da morte, o chapeleiro maluco que arranca suspiros dos expectadores. Essas são atrações comuns em qualquer circo, mas que às vezes, dão as caras em outro tipo de picadeiro.
O grande circo que se tornou o futebol brasileiro, onde o único palhaço é o torcedor, reviveu seus dias de glórias. De Fevereiro a Junho o que se viu foi pura magia. Os astros parecem ter conspirado para reunir um encantado grupo de artistas da melhor qualidade em um templo sagrado dos grandes espetáculos.
Mais uma vez a Vila Belmiro teve voltada para si todos os olhares do mundo. Eram olhos marejados de emoção por ver refletido em suas retinas a mais pura essência e encanto que caracterizou o futebol brasileiro ao longo dos anos.
Mas, como diz o velho e pessimista ditado, “tudo que é bom dura pouco”. Aquele time que surgiu como em um toque de mágica, se esvaiu pouco tempo depois deixando um vazio, não somente nos corações dos santistas, mas no peito de todos aqueles que amam incondicionalmente o futebol como aquilo que ele realmente é, um espetáculo.
O alvinegro praiano que vivia novamente o sonho de ser um gigante imbatível teve de se contentar em voltar a ser mortal. Hoje o Santos é um time comum que vive a expectativa de retomar o encanto perdido para a disputa da Libertadores do ano que vem.
O mago Ganso hoje desfila seu encanto na passarela do Departamento Médico, os santistas riscam dia a dia de sua agenda em uma contagem angustiante pelo retorno de um dos maiores artistas que o futebol brasileiro produziu nos últimos anos.
André, Robinho e Wesley são águas passadas na Vila Belmiro. A realidade atual mostra um time ainda forte, capaz de sonhar com a tríplice coroa, mas sem o brilho que encheu os olhos do mundo e tornou o Santos imbatível.
Para voltar a trilhar o caminho dos sonhos com passos mais firmes, a diretoria do Santos já pensa em reforços para a temporada que vêm. Os meias Lucas e Zé Roberto estão muito próximos de um acerto.
Resta saber se com os dois somados ao elenco atual o Santos será capaz de retomar o encanto perdido, ou se será somente um time comum, buscando de maneira enfadonha alcançar seus objetivos.
O grande circo que se tornou o futebol brasileiro, onde o único palhaço é o torcedor, reviveu seus dias de glórias. De Fevereiro a Junho o que se viu foi pura magia. Os astros parecem ter conspirado para reunir um encantado grupo de artistas da melhor qualidade em um templo sagrado dos grandes espetáculos.
Mais uma vez a Vila Belmiro teve voltada para si todos os olhares do mundo. Eram olhos marejados de emoção por ver refletido em suas retinas a mais pura essência e encanto que caracterizou o futebol brasileiro ao longo dos anos.
Mas, como diz o velho e pessimista ditado, “tudo que é bom dura pouco”. Aquele time que surgiu como em um toque de mágica, se esvaiu pouco tempo depois deixando um vazio, não somente nos corações dos santistas, mas no peito de todos aqueles que amam incondicionalmente o futebol como aquilo que ele realmente é, um espetáculo.
O alvinegro praiano que vivia novamente o sonho de ser um gigante imbatível teve de se contentar em voltar a ser mortal. Hoje o Santos é um time comum que vive a expectativa de retomar o encanto perdido para a disputa da Libertadores do ano que vem.
O mago Ganso hoje desfila seu encanto na passarela do Departamento Médico, os santistas riscam dia a dia de sua agenda em uma contagem angustiante pelo retorno de um dos maiores artistas que o futebol brasileiro produziu nos últimos anos.
André, Robinho e Wesley são águas passadas na Vila Belmiro. A realidade atual mostra um time ainda forte, capaz de sonhar com a tríplice coroa, mas sem o brilho que encheu os olhos do mundo e tornou o Santos imbatível.
Para voltar a trilhar o caminho dos sonhos com passos mais firmes, a diretoria do Santos já pensa em reforços para a temporada que vêm. Os meias Lucas e Zé Roberto estão muito próximos de um acerto.
Resta saber se com os dois somados ao elenco atual o Santos será capaz de retomar o encanto perdido, ou se será somente um time comum, buscando de maneira enfadonha alcançar seus objetivos.
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
O Baile de Formatura
Fernando, Caio e Carlos. Três jovens de famílias ricas e tradicionais da cidade. Belos, fortes, inteligentes, queridos pelos amigos e invejados por todos, em comum, a paixão por Bruna, a garota mais popular e desejada da escola.
O sentimento por Bruna não é o único elo de ligação entre eles. A beleza e imponência da jovem despertam o medo, que os distanciam ainda mais do sonho tão almejado da dança em um cortejo final pela consagração.
Ter Bruna ao seu lado não é uma utopia exclusiva dos garotos em questão. Ivan, Antonio, Bruno, Silvio e Guilherme também desejam loucamente uma chance de bailar com a Diva ao final da festa. Porém eles sabem que sua chance de sucesso se resume a falta de coragem de Fernando, Caio e Carlos.
Ivan e os outros não são os mais belos, nem os mais bonitos e ao contrário de Fernando, Caio e Carlos sequer tiveram a chance de flertar com Bruna, por um segundo que fosse. Talvez lhe faltem as qualidades necessárias para conquistar a donzela mas sobra a eles a força de vontade e coragem que falta aos outros.
O amigo leitor desse texto deve estar se perguntando o que essa pobre história do cotidiano adolescente tem a ver com futebol? Talvez não haja maneira mais clara para exemplificar o medo que Fluminense, Corinthians e Cruzeiro tem de vencer o Campeonato Brasileiro.
O mesmo surto de pavor que assolou o Palmeiras e possibilitou ao Flamengo a chance de conquistar o Brasileirão do ano passado parece estar dando as caras novamente. A irregularidade e os tropeços de Fluminense e Corinthians já permitiram que o Cruzeiro entrasse diretamente na briga.
Há 10 rodadas do fim do campeonato o nono colocado Palmeiras está há dez pontos do Fluminense. A distância é grande, o tempo não parece suficiente, mas as lições do ano passado e a inconstância demonstrada pelos líderes faz com que a disputa pelo titulo não se resuma somente aos três primeiros no momento.
A pergunta que fica no ar é quem será o Flamengo do ano passado? Internacional, Atlético Paranaense, Botafogo, Santos, Grêmio e Palmeiras ainda sonham. Façam suas apostas.
O sentimento por Bruna não é o único elo de ligação entre eles. A beleza e imponência da jovem despertam o medo, que os distanciam ainda mais do sonho tão almejado da dança em um cortejo final pela consagração.
Ter Bruna ao seu lado não é uma utopia exclusiva dos garotos em questão. Ivan, Antonio, Bruno, Silvio e Guilherme também desejam loucamente uma chance de bailar com a Diva ao final da festa. Porém eles sabem que sua chance de sucesso se resume a falta de coragem de Fernando, Caio e Carlos.
Ivan e os outros não são os mais belos, nem os mais bonitos e ao contrário de Fernando, Caio e Carlos sequer tiveram a chance de flertar com Bruna, por um segundo que fosse. Talvez lhe faltem as qualidades necessárias para conquistar a donzela mas sobra a eles a força de vontade e coragem que falta aos outros.
O amigo leitor desse texto deve estar se perguntando o que essa pobre história do cotidiano adolescente tem a ver com futebol? Talvez não haja maneira mais clara para exemplificar o medo que Fluminense, Corinthians e Cruzeiro tem de vencer o Campeonato Brasileiro.
O mesmo surto de pavor que assolou o Palmeiras e possibilitou ao Flamengo a chance de conquistar o Brasileirão do ano passado parece estar dando as caras novamente. A irregularidade e os tropeços de Fluminense e Corinthians já permitiram que o Cruzeiro entrasse diretamente na briga.
Há 10 rodadas do fim do campeonato o nono colocado Palmeiras está há dez pontos do Fluminense. A distância é grande, o tempo não parece suficiente, mas as lições do ano passado e a inconstância demonstrada pelos líderes faz com que a disputa pelo titulo não se resuma somente aos três primeiros no momento.
A pergunta que fica no ar é quem será o Flamengo do ano passado? Internacional, Atlético Paranaense, Botafogo, Santos, Grêmio e Palmeiras ainda sonham. Façam suas apostas.
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