Uma surpresa e tanto. Assim pode se definir a escolha do técnico Émerson Leão, para dirigir o São Paulo até o fim desta temporada. Há 14 meses parado Leão, sequer havia sido cotado para assumir qualquer clube e de repente caiu de pára-quedas no Morumbi.
Ex-treinador da seleção brasileira, ele já trabalhou no próprio tricolor, e com sucesso, na temporada 2005, quando moldou o time que naquele ano foi campeão da Libertadores e do Mundo sob o comando de Paulo Autuori. Leão, inclusive, foi campeão paulista neste mesmo ano.
Considerado linha dura, o polêmico treinador volta à cena precisando mostrar serviço. Acostumado a estar em evidência, seja pelos títulos conquistados, ou pelas confusões protagonizadas ao longo da carreira, o fato é que Leão vivia em meio ao esquecimento.
A nova chance de retomar sua carreira começa com uma decisão logo de cara. Afastado da briga pelo titulo do Brasileirão o São Paulo entra em campo no Paraguai contra o Libertad, jogando por sua última chance de conquistar um titulo na temporada 2011. O novo técnico estréia em meio a um ambiente tenso, o que dele se esperava é que ao menos, sua chegada pudesse acalmar os ânimos no Morumbi, mas, definitivamente, a palavra calma não faz parte do dicionário de Émerson Leão.
Com menos de uma semana de clube e ainda sem ter feito sua estréia oficial, Leão, já protagonizou sua primeira polêmica. Às vésperas de um jogo decisivo por uma competição internacional, o estreante afastou o veterano meia Rivaldo. Ídolo da torcida, o penta-campeão do mundo também goza de prestigio junto a diretoria, ou seja, ao afastá-lo, Leão, somente fez aumentar a pressão sobre seus ombros.
Ao longo de sua vitoriosa carreira, Leão é um homem acostumado a tomadas de decisões que geralmente desagradam a todos. Era de se esperar que tanto tempo longe dos holofotes servissem para que o treinador refletisse sobre a maneira intempestiva que normalmente, comanda os clubes por onde passa. Porém, parece que nem mesmo 14 meses completamente afastado do mundo da bola serviram para que Leão, perdesse a velha mania que tem de ser um pára-raios, que a todo momento, atrai problemas para si.
Sua primeira medida a frente do tricolor paulista mostra que Émerson Leão continua o mesmo de sempre. Resta saber se mesmo com seus velhos métodos, o rei da floresta será capaz de levar o São Paulo de volta ao caminho dos títulos.
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Um novo gigante
O ano de 2008 marcou o principio do surgimento de um novo gigante do futebol mundial, o Manchester City. A compra do clube pelo milionário árabe, Mansour bin Zayed al Nhyan, era o que faltava para que o City finalmente pudesse bater de frente com seu rival Manchester United.
As primeiras temporadas como novo rico não foram tão gloriosas para o lado azul de Manchester. Dinheiro gasto a rodo em contratações milionárias que nem sempre surtiam efeito. O maior exemplo é Robinho, a maior contratação da história do futebol inglês até o ano passado – quando Fernando Torres, trocou o Liverpool pelo Chelsea em uma transferência de 50 milhões de libras – custou 40 milhões de libras aos cofres de Mansour Bin Zayed.
Mesmo com um elenco caro e contando com estrelas do quilate de Robinho e Tevez o City passou a temporada de 2009 em branco, sem títulos e sem vaga para a Champions League da temporada seguinte. Porém, nem assim o xeique desistiu, despejando ainda mais dinheiro na incessante busca de tornar o clube uma potência européia.
O ano de 2010 veio repleto de novas esperanças para o City. Com a manutenção do técnico italiano Roberto Mancini e contratações importantes como as de Yaya Touré, James Milner, David Silva, Mario Balotelli e Edin Dzeko, a equipe finalmente se credenciava como favorita a disputa do titulo. A tão sonhada conquista da Premier League não veio mas, a conquista da Copa da Inglaterra e da vaga na Champions League para a atual temporada fizeram o clube mudar de patamar.
Garantido na disputa da principal competição de clubes do futebol mundial, o xeique novamente não poupou grana voltando a investir pesado nas contratações de importantes jogadores como Gael Clichy, Samir Nasri e Sergio Kun Aguero. A chegada dos três novos craques e a manutenção da forte base montada nos anos anteriores finalmente, parece ter transformado o clube na potência que seus investidores tanto sonhavam.
É cedo para cravar o City como uma super potência, já que a temporada 2011/2012 esta apenas começando. Mas resultados como a histórica goleada de 6x1, aplicada sobre seu maior rival, o Manchester United, em plena casa dos Red Devils, mostra que desta vez os azuis de Manchester não estão para brincadeira.
A tarde de 23 de outubro de 2011 marcou definitivamente a mudança de status do clube. Antes acostumado a ser saco de pancadas do United, agora o City mostra estar alguns passos a frente de seu eterno algoz. Foram disputadas apenas 9 rodadas na Premier League e o líder da competição já ostenta uma vantagem de 5 pontos sobre o segundo colocado. A goleada aplicada em pleno Old Trafford é a prova de que desta vez ninguém pode duvidar da capacidade do Manchester City, o novo gigante do futebol inglês.
As primeiras temporadas como novo rico não foram tão gloriosas para o lado azul de Manchester. Dinheiro gasto a rodo em contratações milionárias que nem sempre surtiam efeito. O maior exemplo é Robinho, a maior contratação da história do futebol inglês até o ano passado – quando Fernando Torres, trocou o Liverpool pelo Chelsea em uma transferência de 50 milhões de libras – custou 40 milhões de libras aos cofres de Mansour Bin Zayed.
Mesmo com um elenco caro e contando com estrelas do quilate de Robinho e Tevez o City passou a temporada de 2009 em branco, sem títulos e sem vaga para a Champions League da temporada seguinte. Porém, nem assim o xeique desistiu, despejando ainda mais dinheiro na incessante busca de tornar o clube uma potência européia.
O ano de 2010 veio repleto de novas esperanças para o City. Com a manutenção do técnico italiano Roberto Mancini e contratações importantes como as de Yaya Touré, James Milner, David Silva, Mario Balotelli e Edin Dzeko, a equipe finalmente se credenciava como favorita a disputa do titulo. A tão sonhada conquista da Premier League não veio mas, a conquista da Copa da Inglaterra e da vaga na Champions League para a atual temporada fizeram o clube mudar de patamar.
Garantido na disputa da principal competição de clubes do futebol mundial, o xeique novamente não poupou grana voltando a investir pesado nas contratações de importantes jogadores como Gael Clichy, Samir Nasri e Sergio Kun Aguero. A chegada dos três novos craques e a manutenção da forte base montada nos anos anteriores finalmente, parece ter transformado o clube na potência que seus investidores tanto sonhavam.
É cedo para cravar o City como uma super potência, já que a temporada 2011/2012 esta apenas começando. Mas resultados como a histórica goleada de 6x1, aplicada sobre seu maior rival, o Manchester United, em plena casa dos Red Devils, mostra que desta vez os azuis de Manchester não estão para brincadeira.
A tarde de 23 de outubro de 2011 marcou definitivamente a mudança de status do clube. Antes acostumado a ser saco de pancadas do United, agora o City mostra estar alguns passos a frente de seu eterno algoz. Foram disputadas apenas 9 rodadas na Premier League e o líder da competição já ostenta uma vantagem de 5 pontos sobre o segundo colocado. A goleada aplicada em pleno Old Trafford é a prova de que desta vez ninguém pode duvidar da capacidade do Manchester City, o novo gigante do futebol inglês.
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Surra para refletir
Noite de 20 de maio de 2010, um gol de placa do argentino Montillo sacramentou o fim do sonho Rubro-Negro de conquistar a América pela segunda vez na história. O Flamengo venceu o Universidad do Chile em Santiago, resultado insuficiente, já que a equipe, a época comandada pelos craques Vagner Love e Adriano, havia perdido a primeira partida no Rio de Janeiro.
Pouco mais de um ano depois, o destino reservou o reencontro da vitima contra o algoz. Era a chance da tão esperada revanche. O Flamengo, mais uma vez favorito, entrava em campo comandado pelo vitorioso técnico Vanderlei Luxemburgo e por craques da estirpe de Thiago Neves e Ronaldinho Gaúcho. Era quase impossível imaginar que uma nova zebra ocorreria.
Porém, mais uma vez, analistas e torcedores se esqueceram que o futebol é o esporte do imponderável. Em uma noite para todo rubro-negro esquecer, os donos da casa foram impiedosamente goleados por 4x0. Isso porque, o Flamengo ainda contou com uma mão amiga da arbitragem, que além de anular um gol legal dos chilenos, ainda deixou de assinalar um tento em que a bola claramente cruzou a linha fatal defendida pelo goleiro Felipe.
Dizer que trata-se apenas de uma noite ruim, onde nada deu certo é tentar fechar os olhos para a realidade. Há tempos, mesmo contando com um elenco de jogadores renomados, o Flamengo é um time que não inspira a menor confiança. Curioso é notar que de 2007 para cá, Palmeiras e Atlético Mineiro apresentaram os mesmos defeitos demonstrados hoje pelo Fla. Equipes inconsistentes, com defesa frágil e ataque pouco criativo. O que essas três equipes têm em comum? O treinador era Vanderlei Luxemburgo.
Não se trata de caça às bruxas. É injusto desmerecer um técnico que sem dúvida nenhuma, é um dos mais vitoriosos da história do Brasil. Mas é fato afirmar que desde o Santos, bi campeão paulista em 2006 e 2007, Luxa não consegue montar um time vencedor. Nem mesmo o Palmeiras, campeão paulista de 2008, mostrava a velha consistência defensiva e contra-ataque avassalador que sempre foram marcas registradas das equipes deste treinador.
Deve ser muito difícil, para uma pessoa com tamanho ego, admitir que o motivo para os fracassos recentes pode estar dentro de si. Mas, é fato que já passou da hora de Vanderlei Luxemburgo olhar para dentro de si e entender que, por mais vitorioso que se possa ser, todo profissional necessita de um tempo para se reciclar. Isso faria bem não só para ele, mas para o futebol brasileiro, que voltaria a ser brindado com equipes de encher os olhos do torcedor.
Pouco mais de um ano depois, o destino reservou o reencontro da vitima contra o algoz. Era a chance da tão esperada revanche. O Flamengo, mais uma vez favorito, entrava em campo comandado pelo vitorioso técnico Vanderlei Luxemburgo e por craques da estirpe de Thiago Neves e Ronaldinho Gaúcho. Era quase impossível imaginar que uma nova zebra ocorreria.
Porém, mais uma vez, analistas e torcedores se esqueceram que o futebol é o esporte do imponderável. Em uma noite para todo rubro-negro esquecer, os donos da casa foram impiedosamente goleados por 4x0. Isso porque, o Flamengo ainda contou com uma mão amiga da arbitragem, que além de anular um gol legal dos chilenos, ainda deixou de assinalar um tento em que a bola claramente cruzou a linha fatal defendida pelo goleiro Felipe.
Dizer que trata-se apenas de uma noite ruim, onde nada deu certo é tentar fechar os olhos para a realidade. Há tempos, mesmo contando com um elenco de jogadores renomados, o Flamengo é um time que não inspira a menor confiança. Curioso é notar que de 2007 para cá, Palmeiras e Atlético Mineiro apresentaram os mesmos defeitos demonstrados hoje pelo Fla. Equipes inconsistentes, com defesa frágil e ataque pouco criativo. O que essas três equipes têm em comum? O treinador era Vanderlei Luxemburgo.
Não se trata de caça às bruxas. É injusto desmerecer um técnico que sem dúvida nenhuma, é um dos mais vitoriosos da história do Brasil. Mas é fato afirmar que desde o Santos, bi campeão paulista em 2006 e 2007, Luxa não consegue montar um time vencedor. Nem mesmo o Palmeiras, campeão paulista de 2008, mostrava a velha consistência defensiva e contra-ataque avassalador que sempre foram marcas registradas das equipes deste treinador.
Deve ser muito difícil, para uma pessoa com tamanho ego, admitir que o motivo para os fracassos recentes pode estar dentro de si. Mas, é fato que já passou da hora de Vanderlei Luxemburgo olhar para dentro de si e entender que, por mais vitorioso que se possa ser, todo profissional necessita de um tempo para se reciclar. Isso faria bem não só para ele, mas para o futebol brasileiro, que voltaria a ser brindado com equipes de encher os olhos do torcedor.
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Baderna Verde
Casa da Mãe Joana. Uma verdadeira aldeia indígena, onde existem muitos caciques para poucos índios. Essa é a atual realidade da Sociedade Esportiva Palmeiras. O gigante alvi-verde acostumado a dias de glórias hoje vive afundado a um marasmo interminável.
É dificil encontrar alguma justificativa concreta para o atual momento do clube. Está certo que o Palmeiras não possui um elenco estelar, cheio de craques porém, não é um time de cabeças de bagre afinal, jogadores como Marcos, Henrique, Marcos Assunção, Valdivia e Kleber, seriam titulares em qualquer outro time do Brasileirão.
Seria fácil justificar os resultados pifios se ao menos os gastos mensais fossem compativeis com o que se vê em campo. Mas a realidade é bem diferente. Nas últimas três temporadas a diretoria investiu caro em contratações como a de Diego Souza por exemplo porém, de resultados concretos, somente o Paulistão de 2008.
Nem mesmo sob o comando dos técnicos mais vitorisos do país - de 2008 até agora, Vanderlei Luxemburgo, Muricy Ramalho e hoje, Luis Felipe Scolari - foi possivel retomar a era de grandes titulos.
A ultima tacada foi a tentativa frustrada de resuscitar heróis do passado. O retorno de idolos recentes como Felipão, Valdivia e Kleber era a esperança de que finalmente os tempos aureos voltariam ao Palestra Italia. Porém, o tiro da diretoria saiu pela culatra. Valdivia, que custou 6 milhões de reais aos cofres palmeirenses, vive mais no departamento médico do que em campo. Klebér, vira e mexe está envolvido em alguma polêmica e Felipão, sem qualquer respaldo da diretoria, vê-se obrigado a resolver todos os problemas do clube.
Com tudo isso, fica claro que o problema no Palmeiras não esta dentro de campo. A bagunça politica é o veneno letal que empaca o time na disputa do Brasileirão. O clube está sem comando e o velho fantasma do ex-presidente Mustafa Contursi segue rondando o Palestra Itália.
A verdade é que enquanto velhos caciques seguirem ao redor da aldeia palestrina, jovens índios não farão os tempos de conquistas voltar ao alvi-verde paulista.
É dificil encontrar alguma justificativa concreta para o atual momento do clube. Está certo que o Palmeiras não possui um elenco estelar, cheio de craques porém, não é um time de cabeças de bagre afinal, jogadores como Marcos, Henrique, Marcos Assunção, Valdivia e Kleber, seriam titulares em qualquer outro time do Brasileirão.
Seria fácil justificar os resultados pifios se ao menos os gastos mensais fossem compativeis com o que se vê em campo. Mas a realidade é bem diferente. Nas últimas três temporadas a diretoria investiu caro em contratações como a de Diego Souza por exemplo porém, de resultados concretos, somente o Paulistão de 2008.
Nem mesmo sob o comando dos técnicos mais vitorisos do país - de 2008 até agora, Vanderlei Luxemburgo, Muricy Ramalho e hoje, Luis Felipe Scolari - foi possivel retomar a era de grandes titulos.
A ultima tacada foi a tentativa frustrada de resuscitar heróis do passado. O retorno de idolos recentes como Felipão, Valdivia e Kleber era a esperança de que finalmente os tempos aureos voltariam ao Palestra Italia. Porém, o tiro da diretoria saiu pela culatra. Valdivia, que custou 6 milhões de reais aos cofres palmeirenses, vive mais no departamento médico do que em campo. Klebér, vira e mexe está envolvido em alguma polêmica e Felipão, sem qualquer respaldo da diretoria, vê-se obrigado a resolver todos os problemas do clube.
Com tudo isso, fica claro que o problema no Palmeiras não esta dentro de campo. A bagunça politica é o veneno letal que empaca o time na disputa do Brasileirão. O clube está sem comando e o velho fantasma do ex-presidente Mustafa Contursi segue rondando o Palestra Itália.
A verdade é que enquanto velhos caciques seguirem ao redor da aldeia palestrina, jovens índios não farão os tempos de conquistas voltar ao alvi-verde paulista.
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