Casa da Mãe Joana. Uma verdadeira aldeia indígena, onde existem muitos caciques para poucos índios. Essa é a atual realidade da Sociedade Esportiva Palmeiras. O gigante alvi-verde acostumado a dias de glórias hoje vive afundado a um marasmo interminável.
É dificil encontrar alguma justificativa concreta para o atual momento do clube. Está certo que o Palmeiras não possui um elenco estelar, cheio de craques porém, não é um time de cabeças de bagre afinal, jogadores como Marcos, Henrique, Marcos Assunção, Valdivia e Kleber, seriam titulares em qualquer outro time do Brasileirão.
Seria fácil justificar os resultados pifios se ao menos os gastos mensais fossem compativeis com o que se vê em campo. Mas a realidade é bem diferente. Nas últimas três temporadas a diretoria investiu caro em contratações como a de Diego Souza por exemplo porém, de resultados concretos, somente o Paulistão de 2008.
Nem mesmo sob o comando dos técnicos mais vitorisos do país - de 2008 até agora, Vanderlei Luxemburgo, Muricy Ramalho e hoje, Luis Felipe Scolari - foi possivel retomar a era de grandes titulos.
A ultima tacada foi a tentativa frustrada de resuscitar heróis do passado. O retorno de idolos recentes como Felipão, Valdivia e Kleber era a esperança de que finalmente os tempos aureos voltariam ao Palestra Italia. Porém, o tiro da diretoria saiu pela culatra. Valdivia, que custou 6 milhões de reais aos cofres palmeirenses, vive mais no departamento médico do que em campo. Klebér, vira e mexe está envolvido em alguma polêmica e Felipão, sem qualquer respaldo da diretoria, vê-se obrigado a resolver todos os problemas do clube.
Com tudo isso, fica claro que o problema no Palmeiras não esta dentro de campo. A bagunça politica é o veneno letal que empaca o time na disputa do Brasileirão. O clube está sem comando e o velho fantasma do ex-presidente Mustafa Contursi segue rondando o Palestra Itália.
A verdade é que enquanto velhos caciques seguirem ao redor da aldeia palestrina, jovens índios não farão os tempos de conquistas voltar ao alvi-verde paulista.
Muito bom ver os seus textos novamente!
ResponderExcluirExcelentes como sempre, Parabéns!