Uma surpresa e tanto. Assim pode se definir a escolha do técnico Émerson Leão, para dirigir o São Paulo até o fim desta temporada. Há 14 meses parado Leão, sequer havia sido cotado para assumir qualquer clube e de repente caiu de pára-quedas no Morumbi.
Ex-treinador da seleção brasileira, ele já trabalhou no próprio tricolor, e com sucesso, na temporada 2005, quando moldou o time que naquele ano foi campeão da Libertadores e do Mundo sob o comando de Paulo Autuori. Leão, inclusive, foi campeão paulista neste mesmo ano.
Considerado linha dura, o polêmico treinador volta à cena precisando mostrar serviço. Acostumado a estar em evidência, seja pelos títulos conquistados, ou pelas confusões protagonizadas ao longo da carreira, o fato é que Leão vivia em meio ao esquecimento.
A nova chance de retomar sua carreira começa com uma decisão logo de cara. Afastado da briga pelo titulo do Brasileirão o São Paulo entra em campo no Paraguai contra o Libertad, jogando por sua última chance de conquistar um titulo na temporada 2011. O novo técnico estréia em meio a um ambiente tenso, o que dele se esperava é que ao menos, sua chegada pudesse acalmar os ânimos no Morumbi, mas, definitivamente, a palavra calma não faz parte do dicionário de Émerson Leão.
Com menos de uma semana de clube e ainda sem ter feito sua estréia oficial, Leão, já protagonizou sua primeira polêmica. Às vésperas de um jogo decisivo por uma competição internacional, o estreante afastou o veterano meia Rivaldo. Ídolo da torcida, o penta-campeão do mundo também goza de prestigio junto a diretoria, ou seja, ao afastá-lo, Leão, somente fez aumentar a pressão sobre seus ombros.
Ao longo de sua vitoriosa carreira, Leão é um homem acostumado a tomadas de decisões que geralmente desagradam a todos. Era de se esperar que tanto tempo longe dos holofotes servissem para que o treinador refletisse sobre a maneira intempestiva que normalmente, comanda os clubes por onde passa. Porém, parece que nem mesmo 14 meses completamente afastado do mundo da bola serviram para que Leão, perdesse a velha mania que tem de ser um pára-raios, que a todo momento, atrai problemas para si.
Sua primeira medida a frente do tricolor paulista mostra que Émerson Leão continua o mesmo de sempre. Resta saber se mesmo com seus velhos métodos, o rei da floresta será capaz de levar o São Paulo de volta ao caminho dos títulos.
Blog do Saúda
Uma visão diferente e sem compromisso sobre o futebol brasileiro e mundial
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Um novo gigante
O ano de 2008 marcou o principio do surgimento de um novo gigante do futebol mundial, o Manchester City. A compra do clube pelo milionário árabe, Mansour bin Zayed al Nhyan, era o que faltava para que o City finalmente pudesse bater de frente com seu rival Manchester United.
As primeiras temporadas como novo rico não foram tão gloriosas para o lado azul de Manchester. Dinheiro gasto a rodo em contratações milionárias que nem sempre surtiam efeito. O maior exemplo é Robinho, a maior contratação da história do futebol inglês até o ano passado – quando Fernando Torres, trocou o Liverpool pelo Chelsea em uma transferência de 50 milhões de libras – custou 40 milhões de libras aos cofres de Mansour Bin Zayed.
Mesmo com um elenco caro e contando com estrelas do quilate de Robinho e Tevez o City passou a temporada de 2009 em branco, sem títulos e sem vaga para a Champions League da temporada seguinte. Porém, nem assim o xeique desistiu, despejando ainda mais dinheiro na incessante busca de tornar o clube uma potência européia.
O ano de 2010 veio repleto de novas esperanças para o City. Com a manutenção do técnico italiano Roberto Mancini e contratações importantes como as de Yaya Touré, James Milner, David Silva, Mario Balotelli e Edin Dzeko, a equipe finalmente se credenciava como favorita a disputa do titulo. A tão sonhada conquista da Premier League não veio mas, a conquista da Copa da Inglaterra e da vaga na Champions League para a atual temporada fizeram o clube mudar de patamar.
Garantido na disputa da principal competição de clubes do futebol mundial, o xeique novamente não poupou grana voltando a investir pesado nas contratações de importantes jogadores como Gael Clichy, Samir Nasri e Sergio Kun Aguero. A chegada dos três novos craques e a manutenção da forte base montada nos anos anteriores finalmente, parece ter transformado o clube na potência que seus investidores tanto sonhavam.
É cedo para cravar o City como uma super potência, já que a temporada 2011/2012 esta apenas começando. Mas resultados como a histórica goleada de 6x1, aplicada sobre seu maior rival, o Manchester United, em plena casa dos Red Devils, mostra que desta vez os azuis de Manchester não estão para brincadeira.
A tarde de 23 de outubro de 2011 marcou definitivamente a mudança de status do clube. Antes acostumado a ser saco de pancadas do United, agora o City mostra estar alguns passos a frente de seu eterno algoz. Foram disputadas apenas 9 rodadas na Premier League e o líder da competição já ostenta uma vantagem de 5 pontos sobre o segundo colocado. A goleada aplicada em pleno Old Trafford é a prova de que desta vez ninguém pode duvidar da capacidade do Manchester City, o novo gigante do futebol inglês.
As primeiras temporadas como novo rico não foram tão gloriosas para o lado azul de Manchester. Dinheiro gasto a rodo em contratações milionárias que nem sempre surtiam efeito. O maior exemplo é Robinho, a maior contratação da história do futebol inglês até o ano passado – quando Fernando Torres, trocou o Liverpool pelo Chelsea em uma transferência de 50 milhões de libras – custou 40 milhões de libras aos cofres de Mansour Bin Zayed.
Mesmo com um elenco caro e contando com estrelas do quilate de Robinho e Tevez o City passou a temporada de 2009 em branco, sem títulos e sem vaga para a Champions League da temporada seguinte. Porém, nem assim o xeique desistiu, despejando ainda mais dinheiro na incessante busca de tornar o clube uma potência européia.
O ano de 2010 veio repleto de novas esperanças para o City. Com a manutenção do técnico italiano Roberto Mancini e contratações importantes como as de Yaya Touré, James Milner, David Silva, Mario Balotelli e Edin Dzeko, a equipe finalmente se credenciava como favorita a disputa do titulo. A tão sonhada conquista da Premier League não veio mas, a conquista da Copa da Inglaterra e da vaga na Champions League para a atual temporada fizeram o clube mudar de patamar.
Garantido na disputa da principal competição de clubes do futebol mundial, o xeique novamente não poupou grana voltando a investir pesado nas contratações de importantes jogadores como Gael Clichy, Samir Nasri e Sergio Kun Aguero. A chegada dos três novos craques e a manutenção da forte base montada nos anos anteriores finalmente, parece ter transformado o clube na potência que seus investidores tanto sonhavam.
É cedo para cravar o City como uma super potência, já que a temporada 2011/2012 esta apenas começando. Mas resultados como a histórica goleada de 6x1, aplicada sobre seu maior rival, o Manchester United, em plena casa dos Red Devils, mostra que desta vez os azuis de Manchester não estão para brincadeira.
A tarde de 23 de outubro de 2011 marcou definitivamente a mudança de status do clube. Antes acostumado a ser saco de pancadas do United, agora o City mostra estar alguns passos a frente de seu eterno algoz. Foram disputadas apenas 9 rodadas na Premier League e o líder da competição já ostenta uma vantagem de 5 pontos sobre o segundo colocado. A goleada aplicada em pleno Old Trafford é a prova de que desta vez ninguém pode duvidar da capacidade do Manchester City, o novo gigante do futebol inglês.
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Surra para refletir
Noite de 20 de maio de 2010, um gol de placa do argentino Montillo sacramentou o fim do sonho Rubro-Negro de conquistar a América pela segunda vez na história. O Flamengo venceu o Universidad do Chile em Santiago, resultado insuficiente, já que a equipe, a época comandada pelos craques Vagner Love e Adriano, havia perdido a primeira partida no Rio de Janeiro.
Pouco mais de um ano depois, o destino reservou o reencontro da vitima contra o algoz. Era a chance da tão esperada revanche. O Flamengo, mais uma vez favorito, entrava em campo comandado pelo vitorioso técnico Vanderlei Luxemburgo e por craques da estirpe de Thiago Neves e Ronaldinho Gaúcho. Era quase impossível imaginar que uma nova zebra ocorreria.
Porém, mais uma vez, analistas e torcedores se esqueceram que o futebol é o esporte do imponderável. Em uma noite para todo rubro-negro esquecer, os donos da casa foram impiedosamente goleados por 4x0. Isso porque, o Flamengo ainda contou com uma mão amiga da arbitragem, que além de anular um gol legal dos chilenos, ainda deixou de assinalar um tento em que a bola claramente cruzou a linha fatal defendida pelo goleiro Felipe.
Dizer que trata-se apenas de uma noite ruim, onde nada deu certo é tentar fechar os olhos para a realidade. Há tempos, mesmo contando com um elenco de jogadores renomados, o Flamengo é um time que não inspira a menor confiança. Curioso é notar que de 2007 para cá, Palmeiras e Atlético Mineiro apresentaram os mesmos defeitos demonstrados hoje pelo Fla. Equipes inconsistentes, com defesa frágil e ataque pouco criativo. O que essas três equipes têm em comum? O treinador era Vanderlei Luxemburgo.
Não se trata de caça às bruxas. É injusto desmerecer um técnico que sem dúvida nenhuma, é um dos mais vitoriosos da história do Brasil. Mas é fato afirmar que desde o Santos, bi campeão paulista em 2006 e 2007, Luxa não consegue montar um time vencedor. Nem mesmo o Palmeiras, campeão paulista de 2008, mostrava a velha consistência defensiva e contra-ataque avassalador que sempre foram marcas registradas das equipes deste treinador.
Deve ser muito difícil, para uma pessoa com tamanho ego, admitir que o motivo para os fracassos recentes pode estar dentro de si. Mas, é fato que já passou da hora de Vanderlei Luxemburgo olhar para dentro de si e entender que, por mais vitorioso que se possa ser, todo profissional necessita de um tempo para se reciclar. Isso faria bem não só para ele, mas para o futebol brasileiro, que voltaria a ser brindado com equipes de encher os olhos do torcedor.
Pouco mais de um ano depois, o destino reservou o reencontro da vitima contra o algoz. Era a chance da tão esperada revanche. O Flamengo, mais uma vez favorito, entrava em campo comandado pelo vitorioso técnico Vanderlei Luxemburgo e por craques da estirpe de Thiago Neves e Ronaldinho Gaúcho. Era quase impossível imaginar que uma nova zebra ocorreria.
Porém, mais uma vez, analistas e torcedores se esqueceram que o futebol é o esporte do imponderável. Em uma noite para todo rubro-negro esquecer, os donos da casa foram impiedosamente goleados por 4x0. Isso porque, o Flamengo ainda contou com uma mão amiga da arbitragem, que além de anular um gol legal dos chilenos, ainda deixou de assinalar um tento em que a bola claramente cruzou a linha fatal defendida pelo goleiro Felipe.
Dizer que trata-se apenas de uma noite ruim, onde nada deu certo é tentar fechar os olhos para a realidade. Há tempos, mesmo contando com um elenco de jogadores renomados, o Flamengo é um time que não inspira a menor confiança. Curioso é notar que de 2007 para cá, Palmeiras e Atlético Mineiro apresentaram os mesmos defeitos demonstrados hoje pelo Fla. Equipes inconsistentes, com defesa frágil e ataque pouco criativo. O que essas três equipes têm em comum? O treinador era Vanderlei Luxemburgo.
Não se trata de caça às bruxas. É injusto desmerecer um técnico que sem dúvida nenhuma, é um dos mais vitoriosos da história do Brasil. Mas é fato afirmar que desde o Santos, bi campeão paulista em 2006 e 2007, Luxa não consegue montar um time vencedor. Nem mesmo o Palmeiras, campeão paulista de 2008, mostrava a velha consistência defensiva e contra-ataque avassalador que sempre foram marcas registradas das equipes deste treinador.
Deve ser muito difícil, para uma pessoa com tamanho ego, admitir que o motivo para os fracassos recentes pode estar dentro de si. Mas, é fato que já passou da hora de Vanderlei Luxemburgo olhar para dentro de si e entender que, por mais vitorioso que se possa ser, todo profissional necessita de um tempo para se reciclar. Isso faria bem não só para ele, mas para o futebol brasileiro, que voltaria a ser brindado com equipes de encher os olhos do torcedor.
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Baderna Verde
Casa da Mãe Joana. Uma verdadeira aldeia indígena, onde existem muitos caciques para poucos índios. Essa é a atual realidade da Sociedade Esportiva Palmeiras. O gigante alvi-verde acostumado a dias de glórias hoje vive afundado a um marasmo interminável.
É dificil encontrar alguma justificativa concreta para o atual momento do clube. Está certo que o Palmeiras não possui um elenco estelar, cheio de craques porém, não é um time de cabeças de bagre afinal, jogadores como Marcos, Henrique, Marcos Assunção, Valdivia e Kleber, seriam titulares em qualquer outro time do Brasileirão.
Seria fácil justificar os resultados pifios se ao menos os gastos mensais fossem compativeis com o que se vê em campo. Mas a realidade é bem diferente. Nas últimas três temporadas a diretoria investiu caro em contratações como a de Diego Souza por exemplo porém, de resultados concretos, somente o Paulistão de 2008.
Nem mesmo sob o comando dos técnicos mais vitorisos do país - de 2008 até agora, Vanderlei Luxemburgo, Muricy Ramalho e hoje, Luis Felipe Scolari - foi possivel retomar a era de grandes titulos.
A ultima tacada foi a tentativa frustrada de resuscitar heróis do passado. O retorno de idolos recentes como Felipão, Valdivia e Kleber era a esperança de que finalmente os tempos aureos voltariam ao Palestra Italia. Porém, o tiro da diretoria saiu pela culatra. Valdivia, que custou 6 milhões de reais aos cofres palmeirenses, vive mais no departamento médico do que em campo. Klebér, vira e mexe está envolvido em alguma polêmica e Felipão, sem qualquer respaldo da diretoria, vê-se obrigado a resolver todos os problemas do clube.
Com tudo isso, fica claro que o problema no Palmeiras não esta dentro de campo. A bagunça politica é o veneno letal que empaca o time na disputa do Brasileirão. O clube está sem comando e o velho fantasma do ex-presidente Mustafa Contursi segue rondando o Palestra Itália.
A verdade é que enquanto velhos caciques seguirem ao redor da aldeia palestrina, jovens índios não farão os tempos de conquistas voltar ao alvi-verde paulista.
É dificil encontrar alguma justificativa concreta para o atual momento do clube. Está certo que o Palmeiras não possui um elenco estelar, cheio de craques porém, não é um time de cabeças de bagre afinal, jogadores como Marcos, Henrique, Marcos Assunção, Valdivia e Kleber, seriam titulares em qualquer outro time do Brasileirão.
Seria fácil justificar os resultados pifios se ao menos os gastos mensais fossem compativeis com o que se vê em campo. Mas a realidade é bem diferente. Nas últimas três temporadas a diretoria investiu caro em contratações como a de Diego Souza por exemplo porém, de resultados concretos, somente o Paulistão de 2008.
Nem mesmo sob o comando dos técnicos mais vitorisos do país - de 2008 até agora, Vanderlei Luxemburgo, Muricy Ramalho e hoje, Luis Felipe Scolari - foi possivel retomar a era de grandes titulos.
A ultima tacada foi a tentativa frustrada de resuscitar heróis do passado. O retorno de idolos recentes como Felipão, Valdivia e Kleber era a esperança de que finalmente os tempos aureos voltariam ao Palestra Italia. Porém, o tiro da diretoria saiu pela culatra. Valdivia, que custou 6 milhões de reais aos cofres palmeirenses, vive mais no departamento médico do que em campo. Klebér, vira e mexe está envolvido em alguma polêmica e Felipão, sem qualquer respaldo da diretoria, vê-se obrigado a resolver todos os problemas do clube.
Com tudo isso, fica claro que o problema no Palmeiras não esta dentro de campo. A bagunça politica é o veneno letal que empaca o time na disputa do Brasileirão. O clube está sem comando e o velho fantasma do ex-presidente Mustafa Contursi segue rondando o Palestra Itália.
A verdade é que enquanto velhos caciques seguirem ao redor da aldeia palestrina, jovens índios não farão os tempos de conquistas voltar ao alvi-verde paulista.
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Convite Patético
Uma competição tradicional que reúne todas as seleções da América do Sul em torno de um único objetivo, conquistar a Copa América. Campeões do mundo como Brasil, Argentina e Uruguai se somam a boas equipes como Chile, Paraguai, Equador e Japão. Japão? Mas o que faz uma seleção asiática em um torneio sulamericano?
A tempos a Copa América deixou de ser um torneio atrativo. Tanto que constantemente os favoritíssimos Brasil e Argentina deixam de levar suas equipes principais para o campeonato que torna-se cada vez mais enfadonho.
Sabedores de que o nível técnico do torneio cai a cada edição os “Gênios” da Confederação Sulamericana de Futebol (Conmebol) se reuniram e tomaram uma decisão, acrescentar um convidado que mudasse a cara do torneio. Vale lembrar que 2011 não será a primeira edição em que teremos um participante de fora do continente. Em 1996 o mesmo convidado ilustre também deu as caras.
Difícil entender o que se passa na cabeça dos dirigentes sulamericanos para protagonizarem tantas pataquadas na organização de suas competições. Não bastasse a sempre contestável participação dos mexicanos na Taça Libertadores da América e a inexplicável participação do Japão na Copa América de 96, os experts da Conmebol resolvem nos brindar novamente com o mesmo erro.
Existe um velho e sábio dito popular que diz: “Errar é humano. Persistir no erro é burrice”. No caso da trupe comandado pelo ultrapassado presidente Nicolas Leoz, errar é humano. Persistir no erro é Japão na Copa América.
Com tamanha inteligência na arte de organizar competições não fica difícil entender de onde a CBF aprendeu a organizar o calendário do futebol brasileiro. Nicolas Leoz e Ricardo Teixeira devem ter estudados juntos.
Diante de tanta desorganização fica impossível não olhar para o céu e gritar “Deus salve a América”.
A tempos a Copa América deixou de ser um torneio atrativo. Tanto que constantemente os favoritíssimos Brasil e Argentina deixam de levar suas equipes principais para o campeonato que torna-se cada vez mais enfadonho.
Sabedores de que o nível técnico do torneio cai a cada edição os “Gênios” da Confederação Sulamericana de Futebol (Conmebol) se reuniram e tomaram uma decisão, acrescentar um convidado que mudasse a cara do torneio. Vale lembrar que 2011 não será a primeira edição em que teremos um participante de fora do continente. Em 1996 o mesmo convidado ilustre também deu as caras.
Difícil entender o que se passa na cabeça dos dirigentes sulamericanos para protagonizarem tantas pataquadas na organização de suas competições. Não bastasse a sempre contestável participação dos mexicanos na Taça Libertadores da América e a inexplicável participação do Japão na Copa América de 96, os experts da Conmebol resolvem nos brindar novamente com o mesmo erro.
Existe um velho e sábio dito popular que diz: “Errar é humano. Persistir no erro é burrice”. No caso da trupe comandado pelo ultrapassado presidente Nicolas Leoz, errar é humano. Persistir no erro é Japão na Copa América.
Com tamanha inteligência na arte de organizar competições não fica difícil entender de onde a CBF aprendeu a organizar o calendário do futebol brasileiro. Nicolas Leoz e Ricardo Teixeira devem ter estudados juntos.
Diante de tanta desorganização fica impossível não olhar para o céu e gritar “Deus salve a América”.
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Jason, o retorno
Como no consagrado filme Sexta-feira 13, em que o personagem principal, o vilão Jason, sempre aparenta estar morto, o São Paulo volta a dar sinais de ressurgimento.
Esta certo que dessa vez a arrancada que o tricolor ensaia não será suficiente para leva-lo a mais um titulo brasileiro. A distancia de 10 pontos que o separa do líder Fluminense faltando apenas 6 rodadas para o fim do campeonato tornam o sonho uma utopia.
Mas em meio a tanta instabilidade e perde e ganha nesse Brasileirão maluco em que vivemos é bem possível imaginar que o São Paulo tenha força suficiente para no dia 5 de dezembro comemorar uma classificação a Libertadores, o que a algumas rodadas atrás era inimaginável para um time que se mostrava totalmente desorientado dentro de campo.
A chegada do técnico Paulo Cesar Carpegiani foi o estopim para a ascensão tricolor. O time de defesa desarrumada e ataque pobre em criatividade ficou para trás. A surpreendente mentalidade ofensiva que o novo treinador implementou, por vezes escalando até quatro atacantes desde o inicio, devolveu ao São Paulo o respeito dos adversários.
Atualmente na sétima colocação com 47 pontos ganhos, o tricolor está a 4 pontos do quarto colocado Botafogo que tem 51. A curta distancia para o G-4 e o bom momento vivido são os grandes trunfos para que o time alcance o objetivo almejado.
Na próxima rodada o São Paulo vai as Minas Gerais encarar o vice-lider Cruzeiro. O jogo será uma verdadeira prova de fogo para o time, que se vencer, encosta de vez na briga pela Libertadores e ganha ainda mais confiança para a reta final.
Colocar em xeque a histórica força do São Paulo em momentos decisivos de torneios por pontos corridos é uma temeridade. Qualquer um que entenda minimamente de futebol sabe que quando a arrancada tricolor se inicia, termina com pelo menos um prêmio de consolação, que no caso seria a vaga para a Libertadores.
Mesmo com tantos ressurgimentos em seu currículo, será que alguém ainda consegue duvidar da força do Jason brasileiro? Voltem para suas tocas, o velho monstro parece estar de volta.
Esta certo que dessa vez a arrancada que o tricolor ensaia não será suficiente para leva-lo a mais um titulo brasileiro. A distancia de 10 pontos que o separa do líder Fluminense faltando apenas 6 rodadas para o fim do campeonato tornam o sonho uma utopia.
Mas em meio a tanta instabilidade e perde e ganha nesse Brasileirão maluco em que vivemos é bem possível imaginar que o São Paulo tenha força suficiente para no dia 5 de dezembro comemorar uma classificação a Libertadores, o que a algumas rodadas atrás era inimaginável para um time que se mostrava totalmente desorientado dentro de campo.
A chegada do técnico Paulo Cesar Carpegiani foi o estopim para a ascensão tricolor. O time de defesa desarrumada e ataque pobre em criatividade ficou para trás. A surpreendente mentalidade ofensiva que o novo treinador implementou, por vezes escalando até quatro atacantes desde o inicio, devolveu ao São Paulo o respeito dos adversários.
Atualmente na sétima colocação com 47 pontos ganhos, o tricolor está a 4 pontos do quarto colocado Botafogo que tem 51. A curta distancia para o G-4 e o bom momento vivido são os grandes trunfos para que o time alcance o objetivo almejado.
Na próxima rodada o São Paulo vai as Minas Gerais encarar o vice-lider Cruzeiro. O jogo será uma verdadeira prova de fogo para o time, que se vencer, encosta de vez na briga pela Libertadores e ganha ainda mais confiança para a reta final.
Colocar em xeque a histórica força do São Paulo em momentos decisivos de torneios por pontos corridos é uma temeridade. Qualquer um que entenda minimamente de futebol sabe que quando a arrancada tricolor se inicia, termina com pelo menos um prêmio de consolação, que no caso seria a vaga para a Libertadores.
Mesmo com tantos ressurgimentos em seu currículo, será que alguém ainda consegue duvidar da força do Jason brasileiro? Voltem para suas tocas, o velho monstro parece estar de volta.
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Lambança
Era uma bela noite de luar na cidade mineira de Sete Lagoas. Noite de Quarta-feira é noite de bola rolando, noite de dribles, gols e...erros de arbitragem. Mais uma vez os nossos homens do apito nos brindaram com um dos seus clássicos momentos de lambança.
O jogo era entre clubes brasileiros mas a competição era internacional, a Copa Sulamericana. Pois bem, nem mesmo quando os holofotes de toda América do Sul estão voltados para os juízes daqui eles conseguem se conter.
A partida era válida pela primeira perna das Quartas de finais do torneio continental. Frente a frente estavam Atlético Mineiro e Palmeiras. O palmeirense Lincoln domina uma bola pela meia esquerda e arranca em disparada para dentro da grande área atleticana sem qualquer resistência por parte da defesa adversária. Ao ingressar na área o meia é atingido por um carrinho desferido por um defensor, o árbitro carioca Marcelo de Lima Henrique não teve duvidas e apontou a marca da cal marcando pênalti.
Até ai tudo dentro dos conformes já que a infração foi acintosa mas nossos mágicos do apito, como sempre, estão prontos a nos surpreender tirando mais um coelho de suas cartolas encantadas.
O mister M em questão foi o auxiliar carioca Eric Bandeira. Nome bem sugestivo para um homem que deveria usar a bandeira para assinalar infrações e não apenas como um mero enfeite.
Segundos após a marcação da penalidade o assistente chamou o árbitro principal para um breve bate papo. Após algum tempo o juiz carioca surpreende a todos voltando atrás, anulando o pênalti e marcando impedimento do ataque palmeirense.
Vem o tira teima e...Bingo!!! Mais um ponto para arbitragem, Lincoln realmente estava impedido quando recebeu o passe e como diz a regra, vale a primeira infração. A decisão da arbitragem era digna de elogios. Pela primeira vez um trio deixou de lado seu ar prepotente de dono da verdade e admitiu um erro.
Mas o que parecia uma sequência histórica de acertos na verdade não passava de uma gigantesca lambança. O jogador palmeirense realmente estava impedido mas se o auxiliar Eric Bandeira percebeu isso no momento do ocorrido, porque não ergueu seu instrumento de trabalho assinalando a infração?
O que teria ocorrido para que o assistente tivesse mudado de idéia quanto a posição do jogador somente após a marcação de um pênalti contra o time da casa? Para mim está claro, só pode ter havido interferência externa na decisão do bandeirinha ou ele simplesmente teve uma câimbra no braço. Até quando o torcedor brasileiro será obrigado a conviver com tantas pataquadas?
Enquanto a Comissão Nacional de Arbitragem não preparar os árbitros como se deve, dando a eles estrutura e cursos preparatórios erros primários como esse continuarão acontecendo. Colocando em cheque a idoneidade dos homens do apito.
O jogo era entre clubes brasileiros mas a competição era internacional, a Copa Sulamericana. Pois bem, nem mesmo quando os holofotes de toda América do Sul estão voltados para os juízes daqui eles conseguem se conter.
A partida era válida pela primeira perna das Quartas de finais do torneio continental. Frente a frente estavam Atlético Mineiro e Palmeiras. O palmeirense Lincoln domina uma bola pela meia esquerda e arranca em disparada para dentro da grande área atleticana sem qualquer resistência por parte da defesa adversária. Ao ingressar na área o meia é atingido por um carrinho desferido por um defensor, o árbitro carioca Marcelo de Lima Henrique não teve duvidas e apontou a marca da cal marcando pênalti.
Até ai tudo dentro dos conformes já que a infração foi acintosa mas nossos mágicos do apito, como sempre, estão prontos a nos surpreender tirando mais um coelho de suas cartolas encantadas.
O mister M em questão foi o auxiliar carioca Eric Bandeira. Nome bem sugestivo para um homem que deveria usar a bandeira para assinalar infrações e não apenas como um mero enfeite.
Segundos após a marcação da penalidade o assistente chamou o árbitro principal para um breve bate papo. Após algum tempo o juiz carioca surpreende a todos voltando atrás, anulando o pênalti e marcando impedimento do ataque palmeirense.
Vem o tira teima e...Bingo!!! Mais um ponto para arbitragem, Lincoln realmente estava impedido quando recebeu o passe e como diz a regra, vale a primeira infração. A decisão da arbitragem era digna de elogios. Pela primeira vez um trio deixou de lado seu ar prepotente de dono da verdade e admitiu um erro.
Mas o que parecia uma sequência histórica de acertos na verdade não passava de uma gigantesca lambança. O jogador palmeirense realmente estava impedido mas se o auxiliar Eric Bandeira percebeu isso no momento do ocorrido, porque não ergueu seu instrumento de trabalho assinalando a infração?
O que teria ocorrido para que o assistente tivesse mudado de idéia quanto a posição do jogador somente após a marcação de um pênalti contra o time da casa? Para mim está claro, só pode ter havido interferência externa na decisão do bandeirinha ou ele simplesmente teve uma câimbra no braço. Até quando o torcedor brasileiro será obrigado a conviver com tantas pataquadas?
Enquanto a Comissão Nacional de Arbitragem não preparar os árbitros como se deve, dando a eles estrutura e cursos preparatórios erros primários como esse continuarão acontecendo. Colocando em cheque a idoneidade dos homens do apito.
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