Um reino centenário de guerreiros fiéis construído com o suor do povo e com a bravura de seus lendários soldados. Um império coberto de glórias e honrarias que despertam a inveja e cobiça em todos os povos. Um reino envolto por grandes crises onde a paz era efêmera e a guerra quase uma necessidade.
Em meio a derrocada épica, o filho pródigo ascendeu ao poder, trazendo com sigo o brado de esperança que faria com que a legião de guerreiros vivesse em paz eterna em busca da vitória utópica.
Anunciava-se ai uma nova era onde a organização era a palavra de ordem. Parecia que todos os problemas que impediam o velho reino de se tornar o império romano da bola haviam sido deixados para traz. Parecia!
O mandato de Andrés Sanchez à frente do Corinthians era digno de aplausos. A campanha espetacular na série B, os títulos do Paulista e da Copa do Brasil, as medidas de marketing que fizeram crescer absurdamente a receita, a contratação de Ronaldo, o respaldo ao trabalho do então técnico Mano Menezes, enfim, o Corinthians finalmente havia se tornado uma instituição séria.
O clube que sempre foi marcado por crises históricas, escândalos policiais, desordem, falta de estrutura tornara-se de vanguarda. Em dois anos e meio da administração de Sanchez a crise não deu as caras no Parque São Jorge. Nem mesmo a eliminação na Libertadores da América, obsessão corintiana, foi capaz de desestabilizar o time que era líder do Campeonato Brasileiro.
Os brilhantes resultados dentro e fora de campo alçaram o técnico Mano Menezes a seleção brasileira. A diretoria corintiana então agiu rápido contratando Adilson Batista. Com a chegada do novo técnico nada mudou. A nau corintiana seguiu navegando em águas calmas rumo ao tão sonhado titulo no ano de seu centenário.
As vitórias contra o então líder Fluminense e Santos fora de casa colocaram o Corinthians como líder absoluto, nada era capaz de derrubar o alvinegro, nada, exceto as contusões. A eterna ausência de Ronaldo, somadas as lesões de Dentinho, Jorge Henrique, Chicão, Ralf e as dores de Roberto Carlos escancararam a fragilidade do elenco corintiano.
Os resultados deixaram de ser positivos. Derrota para o Inter no Beira-Rio, Empate com o Ceará em plano Pacaembu e as derrotas para Atlético Mineiro e Atlético Goianiense, fizeram estourar a primeira crise no Corinthians em dois anos e meio.
O que se esperava do presidente Andrés Sanchez era a mesma tranqüilidade demonstrada após a eliminação na Libertadores, afinal, desespero e amadorismo não eram características do dirigente que mudou a cara do clube.
Eis que vem a surpresa, ao final da partida contra o Atlético Goainiense a direção acata o pedido de demissão do treinador, mostrando que no “novo” Corinthians a velha filosofia do resultado a todo custo ainda impera. Viva o Amadorismo! O Cruzeiro agradece.
Não entendo de futebol,mesmo assim vc conseguiu fazer com que eu entendesse o que foi escrito com maestria.
ResponderExcluirRealmente de maneira simples e eficaz, nosso colega demonstrou e provou que hoje um bom time não é aquele formado por 11 estrelas mas sim é aquele time completo como um todo.
ResponderExcluirO campeonato brasileiro nao é o melhor do mundo a toa. Podemos começar com a tradição de cada time que participa neste cameponato. Nós temos o Santos considerado o melhor time das Américas no século passado, o Internacional que tem se mostrado a melhor equipe do Brasil nos últimos anos, um São Paulo Tricampeão Mundial e por ai vai. O celeiro de craques e lendas se chama Brasil e é neste campeonato que podmeos esperar de tudo. Ganhar o Brasileirao é conquistar o mundo. Afinal você está concorrendo com os maiores clubes do país do futebol, disputando contra as mais criativas torcidas organizadas e ainda temos que derrubar qualquer preconceito, vindo dos europeus, com muito futebol arte.
um campeonato que ocorre a partir do meio do ano até o fim do mesmo, exige muita raça, administração, preparo físico e competencia de todos os funcionários do clube.
Podemos ver isto no Santos, que apesar de suas perdas no departamento médico conseguiu se manter na luta pela liderança e ainda sonha com o título. Podemos ver isto no Internacional que luta sem parar como se a disputa pela libertadores fizesse apenas cocegas em seu elenco, que nem sentiu o desgaste fisico.
Para ganhar um Brasileirao é necessario ter um corpo completo com excelentes profissionais e quando estes não puderem cumprir com seu dever, ter os substitutos perfeitos.
Esta situação corinthiana não é novidade, quantos clubes centenários ja não passaram por isso?
Quem nao lembra do Vovo Coritiba que em seu aniversario de 100 anos foi rebaixado no Brasileiro.E o grande Flamengo que mesmo com Romario e Edmundo tiveram seu ataque chamado de O pior Ataque do Mundo.
Nação corinthiana não se assustem com o ano do centenário(ou sem ter nada como dizem alguns de seus colegas rivais) tudo isto é normal. Afinal como todo rapper costuma dizer em suas poesias e cançoes sobre o sistema, nós tambem podemos dizer o mesmo do Brasileirão:
Só os fortes sobrevivem.
A derrota para o Inter não incomodou os corintianos... foi uma derrota com um gol de falta aos 48 do segundo tempo... o time jogou bem, mostrou vontade, raça... empatar com o Botafogo em casa pode até ser considerado um resultado normal... clássico é clássico... o q pegou foi o empate com o Ceará... ai o negócio começou a afundar...a gota d´água foi a escalação de Thiago Heleno e Moacir contra o Atlético Goianiense... este ultimo q já tinha entregado o jogo contra o galo... Paulo André, que nem relacionado pro jogo, é muito melhor q Thiago Heleno... e no lugar do Moacir tem Edu, Boquita, Defederico, William Moraes... pq contra esse time não precisava ser tão defensivo... tinha q ir pra cima... Concordei com a demissão do Adilson Batista... ele q gosta de ferrar sempre com o Corinthians... lembremos a eliminação para o Palmeiras na Libertadores... dos 5 gols q o Corinthians tomou em 2 jogos, os 5 foram em cima dele...
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